Cliente: Grupo Zelo / Agência: PlanB
O maior mérito desse projeto não é o redesign em si. É a estratégia de gestão de marca. O erro mais comum em processos de aquisição é substituir imediatamente a identidade das empresas adquiridas pela marca do grupo controlador. Tecnicamente isso destrói um dos ativos mais valiosos da aquisição: o brand equity local. Em um segmento como cemitérios, onde confiança é construída ao longo de décadas e passa entre gerações, mudar radicalmente uma marca significa colocar em risco reputação, reconhecimento e segurança percebida. A solução proposta resolve esse problema através de uma arquitetura de marca endossada e evolutiva, permitindo que a transição aconteça sem ruptura.
Arquitetura de Marca como ferramenta de transição.
Uma aquisição não compra apenas patrimônio. Ela compra memória, confiança, reputação e reconhecimento. Em mercados emocionais, como o segmento funerário, esses atributos possuem valor maior do que qualquer ativo físico. A estratégia, portanto, não consistia em substituir marcas. Consistia em preservar esse patrimônio enquanto construíamos um novo. Foi a partir desse princípio que nasceu toda a arquitetura de marca do Grupo Zelo.
Cada cemitério adquirido possuía décadas de história. Possuía famílias que visitavam o local há gerações. Possuía forte reconhecimento regional. Em muitos casos, o consumidor sequer conhecia o Grupo Zelo. Conhecia apenas o nome do cemitério. Uma substituição imediata da identidade visual produziria um efeito contrário ao esperado. Ao invés de fortalecer a marca corporativa, criaria estranhamento. O consumidor poderia interpretar a mudança como perda de gestão, mudança administrativa ou até redução de qualidade. Do ponto de vista de branding, isso representa uma ruptura de continuidade. E continuidade é um dos principais ativos de uma marca.
Ao invés de eliminar as marcas existentes, optamos por criar uma arquitetura capaz de absorvê-las. O Grupo Zelo deixa de ser apenas uma holding institucional para tornar-se o elemento organizador de todo o ecossistema. Cada marca permanece viva. Mas agora passa a falar a mesma linguagem. A identidade visual deixa de depender de logotipos independentes e passa a obedecer um sistema. É exatamente isso que diferencia uma coleção de marcas de uma arquitetura de marca. Desenvolvemos um sistema visual modular. Cada cemitério preserva: seu nome; sua história; sua identidade simbólica; seu reconhecimento regional.
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